Hoje não tem texto sobre amor, foto nem letra de música. A explicação segue abaixo, durante o final de semana prometo voltar com os textos normais.
Dessa vez a falta de atualização tem um motivo justificável: ganhei um ¿fâ¿ na net. Aparentemente sem razão alguma, hackearam meu pc, alteraram minha senha do hotmail, depois a do Orkut, transferiram a moderação de algumas comunidades que eu tinha criado lá e em seguida apagaram meu perfil. Como tinha colocado um programa de firewall justo no dia em que fui hackeado (ainda nem havia configurado), consegui descobrir o endereço IP a partir do qual a invasão ocorreu. Não satisfeito, meu fâ começou a me ofender nas comunidades do Orkut, até que cometeu o erro fatal, o de não saber parar na hora certa. Ontem cometeu um deslize e eu pude descobrir a identidade real do cidadão (pre-adolescente de SP, trabalha no hotel Meliá, ainda não descobri a função). Mandei uma mensagem pedindo que parasse, e, quando foi desmascarado, aí é que enlouqueceu de vez. Começou a me mandar mensagens com uma série de ofensas e ameaçando perseguir meus amigos. Bom, não sei como isso tudo vai acabar. Meu problema é ser ariano, a filosofia do ¿ dar a outra face¿ não combina muito com esse signo, pelo contrário. Provavelmente eu entre com contato com a família do cidadâo, com o empregador também, caso ele não pare com isso. Depois acabei descobrindo que parece que tudo aconteceu porque ele tem aversão ao meu time de futebol (está em todas as comunidades anti-Corinthians do Orkut), deve ter lido algum comentário meu que o tenha desagradado e resolveu me perseguir. Mas que é muito bom saber a identidade de quem te persegue, isso é. Ainda espero que ele tenha um pouco de bom senso e pare com isso, até porque a partir de agora o prejudicado vai ser ele. Tudo isso tem um lado bom também. Aprendi a importância de se ter uma conexão protegida na internet e descobri amigos justamente por causa disso. Algumas pessoas se ofereceram pra me ajudar, uma inclusive que trabalha nessa rede de hotéis e ficou de descobrir a função do distinto, e em qual hotel trabalha. Outra pessoa daqui de Cuiabá, que trabalha na Polícia Federal e se interessou devido ao perfil hacker do mesmo, também ofereceu a ajuda que eu precisar, incluindo judicial. Como quem me conhece sabe que sou uma pessoa de bem, fico torcendo pra não precisar retaliar. Mas se tiver que acontecer, vai ser da maneira que citei acima. Há pessoas que, sem razão nenhuma, se divertem perseguindo outras. Há, ao contrário, muita gente de bem, que se solidariza e ajuda nessas horas,como as que estão me ajudando. Obrigado a essas últimas.
O blog não foi atualizado jnos últimos dias justamente por isso, preferi esperar até ter certeza da segurança da minha conexão e até ter mudado todas as senhas e usernames de acesso dos sites em que costumo entrar, incluindo esse.
Outra coisa que me deixou chateado nos últimos dias foi a morte daquele jogador de futebol, o Serginho. Duas cenas em especial me marcaram no episódio: a da mulher dele e da filha de 4 anos desabando em prantos quando receberam a notícia assim que chegaram ao hospital, e a entrevista do Fabio Costa, goleiro do meu time, logo que foi informado da morte do colega de profissão. Ele disse que a única coisa que pensava naquele momento era a de voltar logo pra ficar em companha da família, porque é a família quem nos dá apoio numa hora dessas. Isso ficou gravado em mim justamente porque fazia algum tempo que não pensava em família sob esse aspecto, o das horas difíceis. Fabio Costa estava certíssimo. Nós muitas vezes nos vestimos numa couraça de amor-próprio, dizendo que nos bastamos, mas há momentos em que tudo isso desaba,como tragédias como a morte do Serginho,que podem acontecer com qualquer pessoa próxima. Voltei a lembrar que, além da família a que fomos predestinados (pai,mâo,irmâos), temos que cuidar muito das outras duas: a dos amigos e da pessoa que escolhemos pra viver ao nosso lado pelo resto da vida. Em horas difíceis o amor-próprio não basta, é preciso mais. As duas primeiras ¿ famílias ¿ eu já formei, falta a última, a da pessoa pra viver ao lado. Acontecimentos como esse dão uma vontade danada de encontrar logo essa pessoa.
Bom fim de semana a todos vocês.
(ao som de "Bend and not break", acoustic by Dashboard Confessional)
Blog voltando à rotina normal, o texto de hoje tem um certo tom melancólico,ainda não sei ao certo o porquê. Comecei a escrever há 15 dias e só fui terminar essa madrugada. Aproveito pra avisar que editei o post anterior pra escrever sobre algumas pessoas que me emocionaram semana passada, à época do lançamento do livro.
A música é especial porque é uma das letras com que mais me identifico, gosto muito das letras do Dashboard Confessional pela poesia que carregam. E quem é que não precisa de uma mão a nos segurar em algumas ocasiões da vida? Boa semana a todos e Carpe Diem, até quinta-feira eu volto com um texto novo.
Depois do "E foram felizes para sempre..."(ou "A história que o cinema não conta")
Outro dia assisti a "Como se fosse a primeira vez", uma comédia romântica com um enredo interessante: a protagonista tem um problema de memória e, sempre que acorda a cada dia, esquece do que a aconteceu até aquele instante. O protagonista - o namorado - tem, portanto, que aprender a conquistá-la todos os dias, sempre criando uma forma diferente de fazer com que ela se apaixone por ele novamente. Será que a vida real é tão diferente disso? Não muito.
" E foram felizes pra sempre", essa costuma ser a mensagem implícita na maioria dos contos de fada e comédias românticas a que nos acostumamos a gostar tanto. Geralmente a história gira ao redor do casal principal enfrentando alguma situação adversa e, no final, descobrindo que o amor deles era mais forte que o problema que os separava. Resolvida a pendenga, sobem os créditos e acaba a trama. Ai, justamente nesse ponto, reside todo o problema.
Desde pequenos somos acostumados e condicionados, através das historinhas, filmes, livros, a achar que tudo se resolve quando encontramos o amor, a pessoa que pensamos ser aquela a quem estávamos predestinados. Não é de estranhar, então, o número de desilusões e divórcios que se seguem, porque ninguém nos ensinou a lidar com o que acontece depois dos créditos finais do filme. Nunca vi um enredo mostrando Cinderela numa crise de TPM três anos depois do casamento, ou o Príncipe Encantado chutando o cachorro depois de seu time de futebol perder a final do campeonato. O cinema mostra Guinevere lutando ao lado de Arthur pra ajudá-lo a manter o trono e a vida, mas eu queria mesmo saber o que fizeram do relacionamento dez, quinze anos depois. Romeu e Julieta morreram no auge da paixão adolescente, mas que seria de Shakespeare se retratasse a crise dos sete anos dos dois acaso tivessem sobrevivido? Precisaria das outras obras pra manter a reputação.
Durante a vida aprendemos a seduzir, assimilamos técnicas de conquista como quem estuda táticas de combate ante uma guerra iminente, mas não aprendemos o principal: a manter. Dedicação, é isso que nos esquecem de ensinar. Don Juan DeMarco foi um ícone do amor pra muitos, modelo de exemplo a ser seguido. Seduziu mais de três mil mulheres, contabilizava as conquistas. Ah, por favor! Ídolos eram meus avós, que conseguiram manter um casamento feliz por quase 50 anos, até a morte de meu avô. E hoje, quase 20 anos depois, minha avó ainda carrega a alegria de viver porque sabe que não deixou nada nas entrelinhas, nenhum acontecimento mal-resolvido, nada que pudesse fazê-la lamentar algo do tipo "Eu poderia ter feito diferente".Gente que se dedica não precisa fazer nada diferente porque estão errando e arrumando o buraco deixado pelos erros todos os dias,sempre antes da tempestade. Ídolos surgem das pessoas comuns, daquele casal vizinho do apto ao lado que tem seus arranca-rabos vez ou outra mas sempre podemos ver a felicidade e calmaria estampada no semblante de ambos. A moça da quitanda, que acorda às 4 e meia da manhã pra ganhar seu sustento e ainda tem tempo de consolar, ao fim do dia, o marido desempregado. Ídolos surgem de pessoas que talvez tenham pulado a etapa do conto de fadas e, justamente por isso, aprenderam pelo sofrimento que um relacionamento se constrói na rotina, no cotidiano das horas alegres e dos momentos difíceis, na certeza de que tudo - bom ou ruim - vai logo mudar. Sabem que um afago na hora certa ou um momento de silêncio durante uma discussão fazem tão bem quanto um "eu te amo" sussurrado ao ouvido. De que adianta conquistar uma cidade inteira do sexo oposto se você não consegue manter um, unzinho apenas, relacionamento estável?
Tenho certeza que DeMarco trocaria toda a legião de amores arrebatados por um único que perdurasse. A vida nos incita a ousarmos, arriscarmos, a seguir a trilha de paixões arrebatadas até a derradeira, mas não diz o que fazer justamente nessa hora, aquela que sucede o recebimento da medalha, a posse do prêmio. O que nos ensina, então? A quem recorrer? Livros de auto-ajuda, palestras dos gurus pós-modernos? Religião? Uma imersão nalgum curso intensivo, terapia ocupacional? Se perguntarmos a cada par bem-sucedido que conhecemos, cada um dará uma receita diferente, todas verdadeiras à sua própria realidade, que quase nunca coincide com a nossa.. Mas nós nos condicionamos a não perguntar pelo que vem depois do final feliz. E os filmes continuam vendendo, romances virando best-sellers, gurus ensinando a encontrar a Alma-Gêmea fervilhando em todos os lugares. E cresce a indústria do entretenimento, da tele-entrega de sentimentos, do amor de fim-de-semana, da vida enlatada comprada no mercado 24 horas. E as separações, e a desilusão, e o medo, e a esperança, também.
Bend And Not Break Dashboard Confessional
I catalog these steps now,decisive and intentioned,
precise and patterned specifically to yours.
I'm talented at breathing,especially exhaling,
so that my chest will rise and fall with yours.
I'm careful not to wake you,fearing conversation.
It's better just to hold you and keep you pacified.
I'm talented with reason,I cover all the angles.
I can fail before I even try.
Try to understand,theres an old mistake that fools will make.
And i'm the king of them,pushing everything that's good away.
So won't you hold me now? (I will not bend.I will not break.)
Won't you hold me now? (I will not bend.I will not break.)
I am feeling agile. I can bend and not break.
Or I can break and take it with a smile.
I am so resilient. I recover quickly.
I'll convince you soon that i am fine.
Try to understand,theres an old mistake that fools will make.
And i'm the king of them,pushing everything that's good away.
So won't you hold me now? (I will not bend.I will not break.)
Won't you hold me now? (For you I rise for you I fall.)
Just hold me close to you.
Just hold me close to you.
Just hold me close to you.
Try to understand,theres an old mistake that fools will make.
And i'm the king of them,pushing everything that's good away.
So won't you hold me now? Won't you hold me now?
Entortar e não quebrar
Eu catalogo esses passos agora,decisivos e intencionados,
precisos e padronizados especialmente aos seus.
Sou talentoso em respirar,especialmente em expirar,
para que meu peito se levante e caia com o teu.
Sou cuidadoso em não te despertar,temendo a conversa.
É melhor apenas te segurar e manter você pacífica.
Sou talentoso com razão,eu cubro todos os ângulos.
Eu posso falhar antes mesmo de tentar.
Tente entender, há um velho erro que os tolos cometerão.
E sou o rei deles, empurrando tudo que é bom pra longe.
Então você não vai me segurar agora? (Eu nao entortarei, eu não quebrarei)
Você não vai me segurar agora?(Eu nao entortarei,eu não quebrarei)
Estou me sentindo ágil,posso entortar e não quebrar.
Ou posso quebrar e aceitar isso com um sorriso.
Sou tão elástico, eu me recupero facilmente
Eu te convencerei logo que estou bem.
Tente entender, há um velho erro que os tolos cometerão.
E sou o rei deles, empurrando tudo que é bom pra longe.
Então você não vai me segurar agora? (Eu não entortarei, eu não quebrarei)
Você não vai me segurar agora?(Por você eu me levanto,por você eu despenco)
Apenas me segure perto de você.
Apenas me segure perto de você.
Apenas me segure perto de você.
Tente entender, há um velho erro que os tolos cometerão.
E sou o rei deles, empurrando tudo que é bom pra longe.
Então você não vai me segurar agora?Você não vai me segurar agora?
A falta de atualização dessa semana está explicada pelo convite acima, a realização do meu pequeno sonho. Desde que comecei esse blog, há quase 2 anos e 50 mil visitas atrás, o objetivo era apenas compartilhar com algumas pessoas coisas que gosto de escrever. Com o tempo tudo foi ganhando uma dimensão que eu nunca esperei, tive a sorte e a felicidade de conhecer pessoas maravilhosas que me incentivaram a continuar escrevendo (através dos comentários que sempre deixaram aqui), depois a dar uma forma mais real aos textos e poemas, que resultou no livro que será lançado hoje aqui na minha cidade, Cuiabá. Se fosse agradecer cada pessoa que me incentivou com as críticas e comentários sobre o que compartilho no blog, sei que não encontraria uma forma justa, porque cada um, à sua própria maneira, colaborou pra que o livro surgisse. Hoje à noite pretendo agradecer pessoalmente a algumas dessas pessoas. Do pessoal da imprensa, não poderia deixar de agradecer a Lidiane, pela matéria de página inteira da capa do caderno de Cultura da Folha do Estado de ontem (nunca esperava tamanha divulgação,a gratidão vai ser eterna) e ao Luiz Fernando, pela matéria na Gazeta de hoje (que acabei de ver no caderno Vida da edição online e estou esperando amanhecer pra comprar a edição impressa). Ao pessoal da equipe do Fernando Baracat (em especial Catiane) e os outros colunistas daqui também, que todos os dias vem colocando uma notinha nos jornais sobre o lançamento. Como tenho aula da pós de sexta a domingo o dia todo, provavelmente só volte a atualizar o blog na segunda ou no feriado de terça. Deculpas novamente a quem entrou aqui essa semana e não encontrou nada de novo, mas acontecimentos como esse aparecem poucas vezes na vida, então acho que a desculpa é plausível. Se sumi do messenger, do orkut, não enviei(ainda) os livros a quem tinha prometido, não liguei a pessoas que deveria ter ligado, nào atendi ligações que deveria ter atendido, se o celular ficou fora da área mais que o normal, foi tudo por causa disso. Um ótimo final de semana a todos vocês e excelente feriado. Quanto a mim, vou aproveitar mais um pouco meus 15 minutos de fama, que segunda-feira tudo volta ao normal. Carpe Diem!
editado em 14/10
Sobre o lançamento, só posso agradecer a presença dos amigos, todos que deveriam estar lá realmente estavam(com exceção de vc, né Puellinha?). Mais de 120 pessoas, quase todos os livros que tinha levado pro lançamento vendidos, conseguimos arrecadar uma boa quantia em benefício do Lar Espírita Vantuil de Freitas (a quem pude ter o prazer de doar o dinheiro da arrecadação da venda dos livros do lançamento). Minha irma conseguiu me emocionar cantando na hora uma música que tinha ensaiado em minha homenagem. Jane foi outra a me surpreender, insistindo em cantar mesmo com a perna inteira engessada(tinha torcido o pé 3 dias antes e não deveria nem ter saído de casa, segundo ordem médica). Algumas pessoas de fora da cidade também me emocionaram, e muito, durante a semana do lançamento do livro, e não poderia deixar de mencionar algumas delas aqui. Logo na quinta pela manhã acordei com o vaso de flores que a Carla me enviou lá de Porto Alegre. Depois, antes de sair pro trabalho, recebo mais flores com um lindo cartão de amizade da Noêmia, que emocionou até minha irmã, que estava ao meu lado na hora que as flores chegaram e leu o cartão. No horário do almoço, abro meu mail e me deparo com um arquivo em ppt que a Jack fez e me enviou, e cujo conteúdo não posso revelar, além do fato de ter me deixado muito, mas muito contente mesmo. Antes de sair pro lançamento, no final da tarde, mais um vaso de flores, dessa vez dos meus colegas de pós da FGV. No domingo aconteceu algo curioso. Tive que voltar ao local do lançamento do livro pra gravar uma reportagem pro telejornal da Globo daqui, e ao chegar ao Arsenal sou surpreendido com um pacote que havia chegado endereçado a mim no dia do lançamento e que, na correria, eles haviam esquecido de me entregar. Ao abrir, mais flores e uma garrafa de Chandon enviados pela Fran, lá de São Paulo, junto com um cartão lindo. Não fosse o inusitado de ter voltado ao local do lançamento 3 dias depois, acho que nunca teria recebido o presente. Nada acontece mesmo por acaso.Quem tem pessoas como vocês já não precisa de mais nada na vida.