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Blog do Ed...
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Um Cantinho de Amor, com textoa, poesia,musicas, fotos,crônicas,citações... qualquer coisa que nos ajude a entender um pouquinho o mais complexo dos sentimentos... Sexta-feira, Outubro 31, 2003 (ao som de ¿Learn to fly¿ ¿ acoustic, by Foo Fighters) Ontem de madrugada assisti a outro filme daquele tipo que te fazem questionar algumas coisas. ¿Uma vida em 7 dias¿ (Life or something like it), com a Angelina Jolie. O enredo é bem interessante: uma repórter vai entrevistar um vidente que está acertando todas as previsões que faz, e no meio da entrevista ele prevê que ela vai morrer em uma semana. O filme, então, passa a ser um questionamento que todo mundo tem de vez em quando, do tipo ¿Será que eu sou realmente feliz?¿, Ö que eu faria se soubesse que tenho uma semana de vida?¿Ela rompe diversos paradigmas e passa a tentar recuperar, em uma semana, a pessoa que sonhou em ser e que se perdeu em algum momento durante o amadurecimento. Meu texto de hoje partiu dessa premissa, tentei me colocar no lugar dela e analisar se mudaria alguma coisa caso soubesse que teria apenas mais uma semana de vida. A letra do Paulinho Moska segue no mesmo estilo, ouvi uma vez essa música na voz do Ney Matogrosso e tive a mesma sensação que tive quando vi o filme. A outra letra dos Foo Fighters é a música que sempre ouço quando quero me animar (acho que todo mundo tem uma musica assim, que ouve e a moral levanta no ato). Por coincidência, descobri que faz parte da trilha de ¿Uma vida em 7 dias¿, então achei interessante colocar aqui. É tambémdaquelas que também fazem pensar. O que você faria? Leo Buscaglia uma vez escreveu que, se todos descobríssemos que teríamos apenas algumas horas de vida, as linhas telefônicas iam ficar congestionadas de pessoas ligando a outras pra dizer, em prantos, que as amavam. Ele então perguntava: ¿Porque então não fazer isso agora, porque esperar a certeza da morte pra só então nos declararmos? Na maioria das vezes a morte nos pega de surpresa, e acabamos não tendo essa oportunidade¿. Acho que o problema, em casos assim, não está em nós mesmos, na nossa vontade, mas sim no medo da reação da outra pessoa. Isso assusta. No mínimo, o medo de sermos mal interpretados. Um ¿eu te amo¿ ou ¿sinto sua falta¿ podem adquirir interpretações diversas dependendo da circunstância e da pessoa que ouvir a frase. Porque temos tanta dificuldade em assimilar uma declaração? Às vezes ouvir um ¿eu te amo¿ ou ¿gosto muito de você¿ surte o efeito contrário, faz qualquer coisa, menos tranqüilizar. ¿- Puxa, ela disse que me amava, isso mudou tudo, porque é que ela tinha que fazer isso? Estávamos indo tão bem...¿ Por incrível que pareça já ouvi esse desabafo de mais de uma pessoa. O fato de se sentirem amadas adquire, em algumas pessoas, uma responsabilidade e compromisso que elas não gostariam de ter. O velho medo de se envolver a fundo, de ter o pacote completo. É tão tranqüilo no mundo do faz de conta, quando estamos com a outra pessoa sem cobranças, sem compromissos, sem envolvimento assumido. Porque sair desse mundo? Porque, como seres humanos que somos, queremos um quê de verdade em nosso cotidiano. Um amor real, com seus problemas, agruras, defeitos e recompensas. Enquanto no mundo de conto de fadas não podemos crescer, melhorar, porque não há questionamento, cobrança. É tudo muito fácil e tranqüilo. Vivendo uma mentira ou não, conscientes ou descrentes da nossa própria felicidade interior, o que será que faríamos se descobríssemos que morreríamos em uma semana? A idéia não assusta, por mais entranho que pareça. Se fosse morrer em uma semana, ia querer ver o mar pela última vez. Apaixonar-me, dessa vez sem dar tempo da desilusão chegar. Ia querer todas as pequenas coisas que as pessoas enamoradas têm direito: andar de mãos dadas no final de tarde, tomar sorvete vendo o pôr-do-sol, dizer ¿eu te amo¿ sabendo que ela saberia exatamente a extensão daquelas palavras, dormir abraçado a ela. Se pudesse escolher meu último instante, acho que seria aquele em que estivesse observando a mulher por quem estivesse apaixonado dormindo: sem defesas, desapercebida da minha contemplação, cabelos desalinhados. Sim, minha última imagem haveria de ser essa, a da paz serenizada, a da tranqüilidade angelical, a do silêncio que perdoa. E não precisaria rezar pelo Paraíso, anjos ou redenção, porque estaria, naquele instante mágico derradeiro, observando meu próprio milagre adormecido ao meu lado. E não haveria nada, mas nada mesmo, que pudesse se sobrepor àquela sensação: nem o paraíso, nem Deus, nem a vida, nem mesmo a morte. Fim do Mundo Paulinho Moska Meu amor O que você faria Se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar? Me diz o que você faria. Ia manter sua agenda de almoço, hora, apatia Ou esperar os seus amigos na sua sala vazia? Meu amor O que você faria Se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar? Me diz o que você faria. Corria prum shopping center Roubar uma academia pra se esquecer que nao dá tempo pro tempo que ja se perdia Meu amor O que você faria Se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar? Me diz o que você faria. Andava pelado na chuva? Corria no meio da rua? Entrava de roupa no mar? Trepava sem camisinha? Meu amor O que você faria O que você faria Abria a porta do hospicio Trancava a da delegacia Dinamitava o meu carro Parava o tráfego e ria Meu amor O que você faria Se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar? Me diz o que você faria. Me diz o que você faria. Me diz o que você faria. Learn To Fly Foo Fighters Run and tell all of the angels This could take all night Think I need a devil to help me get things right Hook me up a new revolution Cause this one is a lie We sat around laughing and watched the last one die I'm looking to the sky to save me Looking for a sign of life Looking for something to help me burn out bright I'm looking for complication Looking cause I'm tired of lying ( trying) Make my way back home when I learn to fly I think I'm done nursing the patience I can wait one night I'd give it all away if you give me one last try We'll live happily ever trapped if you just save my life Run and tell the angels that everything is alright.. Fly along with me, I can't quite make it alone Try and make this life my own Aprenda a voar Corra e diga a todos os anjos Que isso pode levar a noite toda Acho que preciso de um diabo pra me ajudar a arrumar as coisas Me coloque em uma nova revolução Porque essa aqui é uma farsa Nós nos sentamos rindo e assistimos o último morrer Estou procurando pelo céu que me salve Procurando por um sinal de vida Procurando por algo que que ajude a brilhar muito Estou ptocurando complicação Procurando porque estou cansado de mentir (tentar) Me conduza de volta pra casa quando eu aprender a voar Acho que estou farto de tomar conta da paciência Posso esperar uma noite Jogaria tudo fora se você me desse uma última chance Nós viveríamos felizmente sempre aprisionados se você apenas salvar minha vida Corra e diga aos anjos que está tudo bem... Voe ao meu lado, eu quase não consigo sozinho Tente e faça dessa vida a minha própria postado por: Ed 10:34 PM Comente: Quarta-feira, Outubro 29, 2003 (ao som de "Don't make me wait", by Seal) Eu escrevo também num outro blog, o Consultório Sentimental (em parceria com outras pessoas), e toda semana recebemos perguntas interessantes e até desafiadoras pra responder. A maioria, entretanto, é daquelas pessoas inconformadas com o fim (ou a falta de inicio) de um relacionamento, e querem saber os motivos da outra pessoa ter agido de determinada maneira. Mencionei o fato ontem de madrugada teclando com a Amor no messenger, e resolvi contar às mulheres que costumam ler esse blog alguns segredos nossos, dos homens, transmitidos de geração a geração, e que muitas de vocês não se apercebem, ou fingem não saber. Lembro de uma entrevista do Zezé di Camargo, ano passado, ao Vídeo Show, dando conselhos amorosos à filha Vanessa. Ele disse: "Minha filha, só há 3 tipos de mulher que homem nenhum aguenta: mulher muito fácil, mulher que pega no pé e mulher que fica o dia inteiro no telefone. Você não sendo nenhum desses tipos vai ter o homem que quiser na vida." Não é que na simplicidade dele ele disse uma grande verdade? Evidente que não quero generalizar (longe disso), mas há algumas coisinhas que vocês precisam saber sobre nós e que ajudariam a entender um pouco nosso "modus operandi". Se alguma de vocês que tenha blog se dispuser a fazer uma lista de segredos femininos eu também agradeceria, porque, confesso, acho que nunca entenderei a maneira de vocês agirem em determinadas situações. Acho que é por isso que nós gostamos tanto de vocês (além do amor e do sexo, é claro): o desafio de querer entendê-las um dia. A lista é pequena, não vou entregar todo o ouro, mas acho que o mais importante está aqui. Se me esqueci de alguma coisa, por favor, avisem nos comentários. Aproveito pra deixar um beijo carinhoso à Priscila pelo niver de hoje. Tudo de bom, menina!
Segredos Masculinos Revelados A)Frases que a gente sempre diz e que vocês sempre acreditam 1) "Meu casamento não anda bem, vou me separar da minha mulher pra ficar com você, só preciso de um tempo". Esqueça, ele não vai fazer isso. Enquanto puder ficar com as duas, vai ficar. Uma amiga da minha irmã ficou 5 (sim, cinco) anos escutando essa conversa, até que a ficha caiu e ela colocou o cara contra a parede. Não preciso nem dizer com quem ele ficou, não é verdade? 2) "Não se preocupe, não vou contar pra ninguém". A gente conta, sim, como vocês contam. Evidente que não pra tantas pessoas, mas conta. Não tem graça você conseguir sair com "a" mulher e ter que guardar segredo depois. A não ser, é claro, que nos apaixonemos pela pessoa. 3) "Eu adoro mulher liberal". Pra ficar a gente adora mesmo. Mas pra namorar, pra casar, pode ter certeza que vamos sempre optar pela mais tímida, comedida, ou pelo menos a que finge ser assim. Dissimular, às vezes, pode ser uma arma. 4) "Não ligo pro seu passado". Isso realmente pode ser verdade, desde que vocês não fiquem, toda hora, tocando no nome de algum ex, lembrando de um relacionamento só pra nos provocar. É perigosíssimo tentar provocar ciúmes na gente dessa maneira. Geralmente ocorre o efeito contrário do desejado, a gente se cansa e procura outra pessoa. Passado é bom porque nos ajudou a formar a pessoa maravilhosa que somos, mas deixar uma parte dele influenciar num relacionamento é fatal. 5) "Não liguei porque perdi seu telefone". Outra mentira. Quando estamos mesmo a fim de uma mulher, a gente nem precisa anotar o número, porque não esquece. E, se acontecer de perder mesmo, nós vamos atrás. Procuramos com a amiga em comum, parente, porteiro do prédio, mas damos um jeito de arrumar o telefone. Se não ligamos depois do primeiro encontro, desaparecemos, o motivo é o óbvio: não estamos a fim ou nos arrependemos, e não temos coragem (ou vontade) de dizer isso na cara. Há mulheres que, além de se enfezarem porque o cara não ligou, enchem a secretária eletrônica do cara de recados pedindo um retorno. Aqui entra outro chavão, aquele de "o silêncio também é uma forma de comunicação", ou "não responder também é resposta'. Em casos assim, sempre negativa. 6) "Sexo no primeiro encontro é a coisa mais normal que existe, não fique encanada". Claro, quem vai ficar encanado somos nós, não vocês. Aquilo de "se ela transou comigo no primeiro encontro já deve ter feito isso com um monte de gente também" é verdade, nós pensamos mesmo isso.E pior, contamos pros amigos se o relacionamento não vingar ou não passar daquele primeiro encontro. Agora, se o propósito for somente sexo casual, sem problemas; faça a fama e deite na cama. 7) "Você é boa demais pra mim". (geralmente usada pra justificar um pé na bunda). Há a variação "Você merece coisa melhor que eu". O duro é que eu também já usei essa, confesso. Não existe isso duma pessoa ser boa demais pra outra. Você reclamaria de estar ao lado de uma pessoa sensacional, alguém com quem sempre sonhou? Essa frase é covarde e cruel, porque tenta transferir pra outra pessoa a culpa pelo fim do relacionamento.
B) Comportamentos que detestamos 1) Mulher que pega no pé. Aquela que nos sufoca: liga o dia inteiro só pra saber se estamos onde deveríamos estar, reclama que nunca temos tempo pra ela, que só damos atenção ao trabalho e aos amigos. Esse tipo de mulher nunca está satisfeito com a pessoa que tem ao lado, vai sempre querer algo mais. E acaba ficando sem nada depois de um tempo. 2) Mulher (muito) ciumenta. Isso só causa o efeito contrário! Quanto mais descabido o ciúme, maior a vontade (de nossa parte) de dar um motivo real a ele. Um pouco de ciúmes pode ser até saudável, mas isso de ficar achando que o homem vai dar em cima de qualquer mulher disponível em potencial não existe. Há casos de paranóia, como vasculhar e-mails e histórico do icq ou messenger do namorado à procura de um deslize. O duro é quando o ciúme é tamanho que a mulher começa a desconfiar até das amigas. Quem ama confia. 3) Mulher que fica inventando desculpas pra ligar depois do fim do relacionamento. Aquilo de ligar pra pedir uma camiseta que ficou na casa do outro, perguntar se quer algum cd de volta, qualquer coisa assim. Nós sempre interpretamos como desculpa, e o efeito nunca é positivo. Acabou o relacionamento? O leite já derramou, não há nada mais a ser feito. 4) Mulher depressiva. Esse é um dos piores tipos, eu acho. Aquela mulher que sempre arruma um motivo pra estar de mau-humor ou reclamar da vida. Aquela que nos faz ter medo de perguntar como foi o dia dela, porque sabemos que sempre virá uma reclamação, uma implicância com alguma coisa. A mulher do salão que "acabou" com o cabelo dela, a bronca do chefe, a roupa que não entra porque ela acha que engordou. Sim, todos temos o direito de reclamar da vida de vez em quando, mas fazer disso um modelo de comportamento arrasa qualquer relacionamento. Já tive algumas namoradas assim, que conseguiam estragar o meu dia só com as reclamações (na maioria das vezes sem sentido) cotidianas. Nenhum homem agüenta uma mulher assim por muito tempo. 5) Mulher sem amor-próprio algum. Dessas, o único sentimento que pode existir é pena. Isso geralmente se evidencia depois do fim do relacionamento. A mulher começa a perseguir o ex, implorar pra voltar, ligar pros amigos pedindo ajuda. Há variações ridículas desse comportamento: vasculhar até descobrir que o cara a colocou na ignore list do icq ou bloqueou no messenger, e mandar e-mail pra pessoa dizendo que sabe e perguntando o porquê dele esta fazendo isso com ela. Precisa perguntar? Por mais bonita e interessante que a pessoa seja, é inevitável tomar um pé na bunda pelo menos uma vez na vida. Ou a pessoa acha que só ela tem o direito de terminar os relacionamentos? 6) Reclamar do futebol no final de semana. É sagrado, genético: bater uma bolinha com os amigos no final de semana faz bem pro corpo, pra alma, pra tudo. Acho que pior que isso é aquela mulher que não reclama, mas vai ao jogo (desconfiada) e fica lá, sentada, reclamando de tudo. Aí é o fim, porque a mulher fica com fama de chata na frente dos amigos, e a primeira impressão é a que vai ficar. 7) Reclamar dos nossos amigos. Não importa que o cara esteja rodeado de amigos que não prestam, mulherengos ou qualquer outro tipo. São os nossos amigos, não nos obriguem a ter que escolher. Esse é outro código de conduta secreto nosso: "Os amores passam, os amigos sempre ficam'. Evitem o conflito desnecessário. 8) Discutir o relacionamento quando estamos de mau-humor. Esse é um dos erros crassos. Basta a gente apresentar algum sinal de intolerância ou mau-humor e pronto, vocês mulheres já começam a conjeturar que não gostamos mais de vocês, temos outra, o relacionamento entrou em declínio... aquela neurose típica das mulheres. Na maioria das vezes, o mal-humor é só porque nosso time de futebol perdeu.
C) Coisas que adoramos 1) Mulher que se faz de difícil (mas não muito, que desestimula). O chavão "tudo que vem fácil perde a graça" é correto. Nós adoramos quando vocês fazem um charminho, não entregam os pontos logo de cara. Valoriza a conquista. 2) Surpresas. Porque só os homens têm que mandar flores ou organizar jantares românticos? 3) Pequenas demonstrações de afeto. Vocês ganham nossa confiança no dia-a-dia, nos pequenos gestos que podem não parecer importantes à primeira vista, mas que, pra nós, são importantíssimos: um cafuné depois de um dia difícil, um bilhetinho deixado dentro do nosso casaco, um abraço apertado, um beijo inesperado, um elogio sincero, uma mensagem no celular... 4) Mulher inteligente e confiante. Esse é o tipo que mais tememos: aquela mulher que sabe as armas que possui, e pior, sabe também como e quando usá-las. Essas fazem o que querem da gente, e podem ter certeza que nunca vamos reclamar. O famoso tipo "mulher pra casar". postado por: Ed 10:50 PM Comente: Sexta-feira, Outubro 24, 2003 (ao som de "Please send me someone to love", by B.B. King) Estou viajando hoje à tarde pra Jaciara, uma cidade próxima daqui, pra levar meus times de basquete (masculino e feminino) pra disputar os Jogos Abertos da cidade . Por causa disso, só volto na segunda-feira, então o blog vai ficar sem atualização até lá. Aproveito e coloco um texto sobre outra de minhas descobertas, um daqueles momentos conscientes de felicidade em que você consegue parar, olhar pro que está acontecendo ao seu redor e se dar conta de que é muito feliz naquele instante. A letra após o texto é de uma das músicas que BB King tocou no show, e particularmente, tem muito em comum com o momento que estou passando. Heaven, please send us all someone to love!. Carpe Diem e tenham um ótimo final de semana.
Descoberta, número 2 (The day I met the King) Era fevereiro de 96, morava, à época, em Staten Island, uma das ilhas de New York, ao lado de Manhattan. Tinha ido morar nos EUA no final de 95 pra estudar literatura americana e aperfeiçoar o inglês, e, confesso, fugir de um noivado mal-sucedido. Desde o dia em que chegara, 4 meses antes, muita coisa já tinha acontecido: tinha sobrevivido à "storm of the century", (maior período de nevasca naquele século em NY ); estava maravilhado com o "american way of life", tinha um círculo de amizades bem eclético e interessante, e até uma namorada russa apareceu nesse intervalo. Num dos jogos do nosso time de basquete de lá (eu acompanhava todos os jogos), Charles, um amigo estudante de Teologia do Wagner College que conhecera num desses jogos, no ginásio, veio conversar comigo. Ainda estava chateado com o episódio que acontecera no Natal envolvendo eu, Irina (minha namorada) e ele, e queria se desculpar. Ele havia nos convidado a uma festa de Natal com uns amigos dele, e nós fomos barrados na portaria. "Sorry, black party, folks" foi o que um dos seguranças nos disse antes de impedir nossa (minha e de Irina) entrada. Era uma festa de Natal só pra comunidade afro-americana, e não permitiram nossa participação, mesmo com a insistência de Charles e nossas alegações que éramos estrangeiros. Quem já morou lá sabe que a discriminação, além de ser bem mais forte que aqui, vem de todos os lados: brancos contra afros, americanos contra latinos e afros contra brancos, que era o nosso caso àquele dia. Charles entrou na festa depois que insistimos muito, e passei o Natal sozinho com Irina no alojamento, o que acabou não sendo de todo ruim, se é que me entendem. Fiquei chateado porque queria mostrar como era uma celebração de Natal a Irina, já que na Rússia não se comemorava o Natal, segundo ela. Desde esse episódio um pouco chato Charles se afastou da gente, só voltando a conversar comigo nesse dia de fevereiro, durante o jogo. Bom, voltando à história: Charl (como todo mundo o chamava) queria se redimir. Disse que um de seus melhores amigos era dono de um bar no Harlem, e na semana seguinte iria acontecer um show do BB King nesse bar. Eu já tinha ido a um show do BB King quando morava em São Paulo, no Olímpia, e tinha adorado. Então ele me contou a particularidade do show: BB King estava completando 50 anos de carreira, e tinha decidido fazer, em NY, um show num dos primeiros lugares em que ele havia tocado quando conheceu a cidade. Charl não poderia ir (ia prum congresso dali dois dias), mas pediu ao dono que deixasse entrar um casal de amigos. Irina não gostou muito da idéia, não conhecia nada de blues, mas ela me devia uma por ter me levado a um restaurante coreano na semana anterior, quando descobri que na Coréia não devem existir alimentos sólidos, já que o cardápio de lá era 100% de sopa de vegetais, variando só o tipo de vegetal. Pegamos o endereço com Charl e resolvemos que iríamos. Ele havia nos avisado que o lugar era meio barra-pesada, pra não levar maquina fotográfica, filmadora, coisas assim. E chegar cedo, principalmente, que nosso nome iria estar na lista, mas isso não era garantia de entrar se chegássemos tarde. Era uma quinta-feira, tive aula até as 4 da tarde, me encontrei com Irina e fomos pegar o ferry boat pra Manhattan. Na ida foi tudo tranqüilo, o fim de tarde estava lindo, céu claro, aquele vento frio de matar, mas a vista compensava. Ir pra New York de ferry é um dos passeios mais baratos e inesquecíveis que alguém pode fazer.
Pegamos o metrô e chegamos ao Harlem ainda no final da tarde. De início não parecia nada muito diferente do que estávamos acostumados, a correria típica dos nova-iorquinos, aquela multidão indo e vindo sem olhar pros lados. Como estava muito cedo, resolvemos descobrir onde ficava o bar e dar uma passeada pela vizinhança. Demoramos mais de uma hora até achar o lugar, e aí começaram as surpresas da noite. Era uma verdadeira espelunca, um bar de quinta categoria, aqueles do centro de São Paulo ganham em beleza e higiene.Lembrava muito aqueles saloons que a gente costuma ver em filmes do velho-oeste. Eu adoro lugares assim, despojados, diferentes, não estava ligando, mas Irina já fechou a cara logo que percebeu onde seria o show. A única coisa diferente é que 3 seguranças guardavam a entrada. Como já havia anoitecido, achamos melhor tentar entrar e beber até o show começar. Na entrada não houve problemas, nosso nome estava mesmo na lista, conforme prometera Charl. Escolhemos uma mesa na lateral, gosto de ficar observando as reações do público em shows assim, intimistas. Ficamos bebendo cerveja caseira (por sinal bem amarga e forte, como as que faziam em Boston) e esperando. Quando entramos éramos praticamente os únicos no bar, de repente o povo foi chegando, chegando, e lá pelas nove já não cabia um banquinho de tão lotado que estava. De repente a Irina começa a rir e me sussurra no ouvido que éramos as únicas pessoas de pele branca do lugar. Não foi uma constatação maliciosa ou preconceituosa, ela nunca foi assim, pelo contrário. Mas era realmente engraçada a situação, e eu não tinha mesmo percebido. De repente observamos um dos seguranças apontando nossa mesa prum senhor, e pronto, o incidente do Natal veio à mente na hora. Vão nos por pra fora, falou a Irina. Ela mal terminou de falar e o senhor se aproximou da nossa mesa, levantei pra cumprimentá-lo e ele já me deu um esfuziante abraço, como se fossemos amigos há séculos. Adoro gente assim, expansiva. Era o dono do bar, amigo do Charl, disse que queria conhecer os amigos de quem Charl havia falado. Contou um pouco da história do bar, da surpresa quando BB King pediu pra comemorar os 50 anos de carreira justamente no bar dele, e sem cobrar nada. Disse também que éramos privilegiados por estarmos lá, que éramos "the only white people" da lista - ao que Irina me dirige aquele olhar tipo "Eu não disse?" Percebi que ele estava mais ansioso que a gente, principalmente porque "the King" ainda não havia chegado.Um dos seguranças vem chamá-lo e ele se despede, apressado. Percebemos que a hora anunciada estava chegando. O show começou já com muita gente em pé, tivemos sorte que da nossa mesa dava pra ver bem o palco. BB King chega ao palco marcando presença (o cara tem quase 2 metros de altura, não teria como ser de outro jeito), pega um banquinho e diz que queria contar algumas historias antes do show começar. Fala da comemoração dos 50 anos de carreira, que fez questão de fazer aquele show lá porque o bar lembrava muito um do Mississippi onde ele começou a tocar quando tinha 17 anos. Disse que aquilo não ia ser um show, mas uma reunião de amigos. Contou mais algumas histórias, falou de Lucille (o nome de sua guitarra), anunciou a banda e começou a tocar.
Não há como descrever BB King tocando ao vivo sem usar o chavão "só vendo pra saber como é que é". Aos primeiros acordes da musica de abertura, "Let the good times roll", todo mundo já começou a bater palmas ao ritmo da musica. Não há como não se envolver, não entrar no clima. O blues é assim, pega você desprevenido, quando vê já está preso, não tem mais jeito. Depois seguiram (não nessa ordem, que já faz algum tempo e a memória não é tão boa assim) 'The thrill is gone", "Stand by me", "Take me to the river", "Rock me baby" e outras que não conhecia ou não lembrava o nome.Então começaram os blues típicos, mais lentos, ritmados, sensuais. O tipo de música que faz você sonhar com a namorada te fazendo um strip com aquele fundo musical. Seguem-se, nesse estilo, "Please send me someone to love", "The letter", "Sweet sixteen" (o solo de sax de um dos músicos me fez ter vontade de voltar a ter aulas) e "Three o'clock blues", uma das minhas preferidas. Paro, de repente, pra observar a reação da platéia, e lamento não ter levado a máquina. Todo mundo maravilhado, a maioria sentada, curtindo a musica, uns de boca literalmente aberta, casais abraçados dançando ao ritmo da musica. Irina só balançava a cabeça lentamente de um lado pro outro, sem perceber, quase não piscava. Ao final do show me dá um beijo molhado e um "thank you" que nunca vou esquecer. Vamos embora com a nítida sensação de que havíamos feito parte da história, como devem ter se sentido também aqueles anônimos cidadãos que, com suas picaretas, ajudaram a derrubar o muro de Berlim .
Na saída, o medo natural de ir embora à noite num bairro perigoso. Andamos rapidamente até o metrô à maneira dos new yorkers, cabeça pra baixo e passo apressado. Chegamos ao ferry ainda sem trocar qualquer palavra, e quando sentamos pra viagem de volta a ficha voltou a cair. De repente me vi lá, acabando de sair do show mais espetacular da minha vida, dentro de um barco, olhando o mar, céu cheio de estrelas, Manhattan ao longe, passando pela estátua da Liberdade, ao lado de uma linda mulher por quem estava apaixonado. Caramba, eu não merecia tudo aquilo. Mesmo. Já tinha tido muito mais que merecia nessa vida. Alguns dias depois o amor de verão (na verdade de primavera) acaba, Irina termina o curso e volta pra Rússia, de onde nunca mais saiu,pelo que sei. Eu voltei pro Brasil um mês depois, e New York passou a ser uma gostosa lembrança. Mas aquela quinta-feira iria ficar pra sempre na minha mente como o dia em que descobri, de corpo e alma, o blues. A quinta-feira onde jurei, de pés juntos, que nunca mais iria reclamar da vida a partir daquele instante.
Please send me someone to love Percy Mayfield Heaven please send to all mankind Understanding and peace of mind But,if it's not asking too much Please send me someone to love. Show all the world how to get along Peace will enter when hate is gone But, if it's not asking too much, Please send me someone to love. I lay awake night and ponder world troubles My answer is always the same That unless men put an end to all of this, Hate will put the world in a flame, (oh) what a shame. Just because I'm in misery I'm not begging for no sympathy But if it's not asking too much, Just send me someone to love. Heaven please send to all mankind Understanding and peace of mind But,if it's not asking too much Please send me someone to love. Por favor mande-me alguém pra amar Meu Deus,por favor mande a toda a humanidade Compreensão e paz de espírito Mas,se não for pedir muito, Por favor mande-me alguém pra amar Mostre ao mundo todo como conviver bem A paz entrará quando o ódio se for Mas,se não for pedir muito, Por favor mande-me alguém pra amar Eu passo a noite em claro e pondero os problemas do mundo Minha resposta é sempre a mesma: Que a não ser que o Homem ponha um fim a tudo isso, O ódio incendiará o mundo, que vergonha. Só porque estou sofrendo Não estou implorando por alguma simpatia Mas,se não for pedir muito, Apenas mande-me alguém pra amar Meu Deus,por favor mande a toda a humanidade Compreensão e paz de espírito Mas,se não for pedir muito, Por favor mande-me alguém pra amar postado por: Ed 3:02 AM Comente: Quinta-feira, Outubro 23, 2003 (ao som de "At last", by Etta james, e "Maybe this time", by Liza Minnelli) Vou começar, a partir do texto de hoje, a contar alguns momentos que representaram passagens em minha vida, e queria começar com um dos mais prazerosos (música é meu hobby favorito), que foi o dia em que "descobri" a melancolia e a beleza do jazz. Peço desculpas antecipadamente pelo sentimentalismo barato do texto, é que hoje está chovendo desde o final da tarde, e em dias assim é complicado não ter esses rasgos sentimentais, ainda mais com um copo de vinho tinto do lado. Descoberta Foi em dezembro de 85, lembro bem. Estava em Ubatuba, com 13 anos, de férias com minha família, começando a escrever meus primeiros poemas à beira-mar, quando numa noite de chuva eu resolvi ficar em casa assistindo TV. O filme da Globo era "New York, New York", nunca tinha ouvido falar, mas a falta de alternativas não me deu outra opção que não a de assistir. Eu estava na fase de querer descobrir coisas novas, ser diferente nos meus gostos e atitudes, aquela fase de intolerância e revolta que todo adolescente passa. Alguns nunca saem dela, é verdade. O filme, nessa perspectiva, caiu como uma bomba, explodindo preconceitos, abrindo a cabeça ao que, até o momento, não imaginara existir: uma identificação total com um estilo musical. Quase não pisquei os olhos durante o filme todo, ao final achava que tinha nascido na época errada (todo mundo já teve essa impressão pelo menos uma vez na vida). Aquele universo de crooners, big bands, gente dançando de rosto colado músicas com sentimento, com letra, com significado...tudo era só encantamento. Fiquei vendo e ouvindo a Liza Minnelli cantar "Blue Moon", "Maybe this time", "New York New York" e me perguntava de onde é que aquilo tinha saído. No dia seguinte fui correndo a uma loja de discos (naquela época os cds estavam engatinhando, era só vinil e fita cassete) procurar a trilha do filme. Não tinha. A vendedora (que também havia assistido o filme) pergunta se eu não quero ouvir alguns discos no mesmo estilo. Como não tinha nada mais pra fazer, aceitei. Fiquei sentado enquanto ela ia trazendo lps da Billie Holiday,Ella Fitzgerald, Sarah Vaugham. Pronto. Não precisava mais nada, já tinha sido pego pelo vírus. Com o tempo fui descobrindo uma afinidade maior com o sax (tentei tocar por 2 anos até descobrir que o talento era inversamente proporcional à vontade de tocar). Fiquei fã de Charlie Parker,Thelonius Monk, até hoje guardo como peças de museu os lps dessa época que comprei. O tempo passou e outras descobertas musicais vieram, preconceitos desabaram (faltam os do pagode, funk e hip-hop, mas eu juro que estou tentando). Nunca mais, entretanto, perdi o hábito de ficar deitado escutando alguma diva dos anos 50 cantando "It had to be you" ou qualquer coisa parecida em noites chuvosas, solitárias e tranqüilas como a de hoje. E torcendo pra um dia poder dançar de rosto colado sussurrando "At last" ao ouvido da mulher que representará tudo que a letra transmite. Em dezembro de 1985 o jazz entrava em minha vida, e um mundo novo se abria aos meus ouvidos.
At last At last, My love has come along My lonely days are over And life is like a song At last, The skies above are blue My heart was wrapped up in clover The night I looked at you I found a dream, That I could speak to A dream that I can call my own I found a thrill to press my check too A thrill that I have never known You smile,you smile Oh and then the spell was cast And here we are in heaven For you are mine, At least. Finalmente Finalmente, Meu amor deu as caras Meus dias de solidão acabaram E a vida é como uma canção Finalmente, Os céus acima são azuis Meu coração estava envolto num trevo de 4 folhas Na noite em que olhei pra você Achei um sonho Com quem pudesse conversar Um sonho que posso chamar de meu Achei um desafio Pra pressionar meu controle Um desafio que nunca soube antes Você sorri, você sorri Oh e então o feitiço estava lançado E aqui estamos nós no paraíso Porque você é minha, Finalmente.
Maybe this time Writers: Kander/Ebb Maybe this time I'll be lucky Maybe this time she'll stay Maybe this time for the first time Love won't wander away She's gonna hold me fast And I'll be home at last Not a loser anymore Not like the last time and the time before Everybody loves a winner But nobody loves me Mr. Peaceful, Mr. Happy That's what I want to be All of the odds are in my favor Something's bound to begin It's gotta happen Happen sometime Maybe this time I'll win Talvez agora Talvez agora Terei sorte Talvez agora Ela ficará. Talvez agora Pela primeira vez O amor não desvie do caminho Ela me abraçará rápido E estarei finalmente em casa Não mais um perdedor Não como da última vez, E da vez anterior. Todo mundo ama um vencedor Mas ninguém me ama. Sr. Tranquilidade, Sr. Felicidade É o que eu quero ser Todas as chances estão a meu favor Algo está prestes a começar Tem que acontecer Acontecer um dia Talvez agora eu seja o vencedor. postado por: Ed 3:03 AM Comente: Segunda-feira, Outubro 20, 2003 (ao som de "Sabiá", por Elis regina) Há algum tempo não posto textos sobre o amor escrito por outras pessoas, então hoje segue um da Martha Medeiros (uma de minhas autoras favoritas) sobre algo inevitável na vida de todo mundo, como os impostos e beber coca-cola: o fantasma de um ex-amor. Adorei a parte em que ela escreve que todo fantasma é um amor mal resolvido, porque amor bem resolvido vira amizade. É bem assim que a coisa funciona.Não há mesmo como manter um laço verdadeiro de amizade com ex quando o amor terminou de uma forma que não antevíamos, ou pior, nem temos certeza de como nem porquê terminou.Dentre os blogs que visito sempre, um que me chamou a atenção pela irreverência dos posts foi o da Julia D'Aiglemont, que se dedica a narrar as aventuras e desventuras dela na busca da pessoa ideal. Nessa busca, uma das diversões preferidas da Julia é malhar nossa (dos homens) raça. Com propriedade,tenho que admitir. Se ela soubesse como nós homens sofremos também buscando um amor que tenha um pouco ( só um pouquinho) do que esperamos numa mulher... A letra de música de hoje é da série "quando as músicas tinham letra" , algo cada vez mais raro hoje em dia. A letra é do Chico Buarque e do Tom Jobim, mas sei que ficou imortalizada na voz da Elis. Chico escreveu em 68, quando estava no exílio e queria voltar pro Brasil (thanks Jane Du pela info). Também estou, como muita gente que lê esse blog, esperando o cantar dessa sábiá.
O Fantasma do Ex por Martha Medeiros, texto escrito em 5 de abril de 1999 Generalizações nem sempre correspondem à verdade, mas me corrija se eu estiver errada: todo mundo tem um ex assombrando sua vida. Você não tem? Vai ter, é uma questão de tempo. O ex (os rapazes, por gentileza, leiam "a ex") pode ser aquele primeiro amor que durou pouco, mas que foi intenso. Ou que durou muito, e deixou cicatrizes. Pode ser um amor platônico, que nem chegou a se realizar, e que por isso mesmo faz seu coração saltar pela boca cada vez que cruza com ele na rua, fazendo-a imaginar as cenas que nunca aconteceram. Pode ser um ex-marido, uma ex-mulher. Só nós sabemos qual é o fantasma que nos atormenta.E se atormenta, é porque o relacionamento não teve um fim bem assimilado. Ex bem-resolvido não é ex: é amigo. Já o ex que assombra é vitalício. É aquele que, quando foi embora, você sofreu o diabo. É aquele que, mesmo você tendo refeito sua vida amorosa, ainda impede que você rasgue cartas, fotos e coloque fora aquela rolha imunda do primeiro vinho que beberam juntos. É aquele de quem você vive dizendo para as amigas que não sente o menor ciúme, que ele pode até namorar sua irmã que tudo bem, mas que no fundo deixa você com dor-de-barriga cada vez que fica com outra. É aquele que, lá no seu íntimo, faz você sonhar em ser resgatada num cavalo branco e levada para a Terra do Nunca. Do nunca mais se separar, nunca mais brigar, nunca mais repetir os mesmos erros, nunca mais trair e, principalmente, nunca mais ter um ex, já que ele voltou para assumir seu posto. Só que isso é lenda.Tem que ser assim, desesperante? Não. Um ex nada mais é do que uma boa lembrança, alguém que lhe tocou fundo numa época em que você ainda não tinha muita experiência e, portanto, não podia compará-lo com ninguém, caindo na cilada do endeusamento. Hoje você já amou outras pessoas, já sabe que todos têm qualidades e defeitos, e o que resta é a vaga impressão que aquele primeiro amor foi maior que todos. Esse fantasma não passa de uma nostalgia, de um romantismo,de uma saudade boa de um tempo que não volta mais. Mas que custa pra desencarnar, custa.
Sabiá Chico Buarque e Tom Jobim Vou voltar Sei que ainda vou voltar para o meu lugar Foi lá e é ainda lá que eu hei de ouvir cantar uma sabiá... Vou voltar Sei que ainda vou voltar Vou deitar à sombra de uma palmeira que já não há Colher a flor que já não dá E algum amor talvez possa espantar as noites que eu não queria E anunciar o dia Vou voltar Sei que ainda vou voltar Não vai ser em vão que fiz tantos planos de me enganar Como fiz enganos de me encontrar Como fiz estradas de me perder Fiz de tudo e nada de te esquecer. Vou voltar Sei que ainda vou voltar E é pra ficar Sei que o amor existe Eu não sou mais triste E que a nova vida já vai chegando E que a solidão vai se acabando. postado por: Ed 5:49 AM Comente: Quarta-feira, Outubro 15, 2003 (ao som de "Tudo com você", por Penélope) Alguém já reparou como são esses sites de relacionamento pela net? Parece que você está num supermercado e pode escolher o produto de acordo com as especificações que quer: peso, altura, cor de cabelo, olhos, pele, afinidades. Na teoria, é lógico. Você faz uma procura com os "itens" que deseja e pronto, aparecem algumas (ou muitas) opções de acordo com o que você quer. O cadastro é da mesma maneira, eles perguntam um monte de detalhes sobre seu tipo físico e gostos pessoais, e te dão 2 ou 3 linhas pra escrever sobre você. Eu já conheci algumas pessoas através de um desses sites, aconteceram coisas engraçadas, erros de avaliação, a maioria justamente por isso: lá a gente escreve tudo sobre nós, menos o mais importante, os detalhes, as pequenas coisas que nos fazem especiais e diferentes de todo mundo. Se eu fosse dono de um site desses ia obrigar quem quisesse se cadastrar a preencher uma ficha de inscrição como a que fiz abaixo, contando dos defeitos, manias, sonhos, e dando espaço pra pessoa escrever o que quisesse. Bom, acho que não ia arrumar ninguém com essa ficha que preenchi, mas pelo menos nenhuma mulher ia poder reclamar de propaganda enganosa. Como diria Fernandinha Lima: "Interessou? Então fica comigo!" Ficha de Inscrição Na infância e adolescência já quis ser condutor de trem, saxofonista, diplomata e escritor. Hoje quero um trabalho sem rotina e que me dê tranqüilidade.Enfim, um trabalho que não existe. Adoro comédia romântica, sou de chorar quando gosto do filme, mas o que mais marcou minha vida não era comédia, nem romântico. Blade Runner. Adoro os seriados da Sony. Vi todos os capítulos de Felicity e Ed, e a maioria de Ally, Dawson`s Creek e American Dreams.Não vivo sem música. Em 96 fui ao Harlem, em Nova York, de madrugada, só pra poder ver um show do BB King num boteco de última. Foi o melhor show da minha vida. Em 87 cheguei às 2 da tarde no Pacaembu prum show da Tina Turner que ia começar às 10 da noite, só pra ficar perto do palco. Fiquei. Tinha sido o melhor show da minha vida, até aquele do BB King. Fui católico praticante até os 27, hoje sou espírita. Acredito em reencarnação e almas gêmeas. Não acredito em duendes nem cartomante. Acredito em destino e também no livre-arbítrio, mas muita coisa não passa de coincidência. Devo ter sido marinheiro em outra vida, é a única explicação plausível pra gostar tanto do mar. Já li Tarot por alguns anos, parei quando coisas estranhas começaram a acontecer. Nessas andanças pelo mundo namorei russa, argentina, chilena e suíça, mas só disse "eu te amo" a duas ou três mulheres, e todas eram da minha cidade. Hoje cheguei à conclusão de que me apaixonei diversas vezes, mas nunca amei de verdade. Ainda. Já morei em lugares sensacionais, mas agora só troco minha terra por uma cabaninha à beira duma praia deserta.Defeitos tenho aos montes. Não perco um jogo do meu time de futebol, não como beterraba, bife de fígado e a maioria das verduras. Adoro peixe e a torta de morango que a minha avó faz. Começo um monte de coisas ao mesmo tempo e não termino a maioria delas, e sempre culpei meu signo por isso. Sou impulsivo e teimoso, quero tudo pra ontem. Fiquei mais de dois anos sem falar com meu pai por opção minha. Fizemos as pazes esse mês. Morei sozinho dos 15 aos 24 anos, hoje moro com meus pais e não tenho nenhum problema em relação a isso. Adoro casa, já morei em apartamento e detestei. Não abro mão da minha privacidade. Não gosto de acordar cedo. Minhas amigas dizem que sou cínico, dissimulado e vivo dando bolo. Não acho. Nunca fumei nem gosto que fumem perto de mim, mas isso não chega a me incomodar.Bebo socialmente e nunca sozinho, mas ja tive porres homéricos, de ter que ser carregado pra casa. Já carreguei muito amigo bêbado pra casa. Nunca tive curiosidade em experimentar droga nenhuma, mas já cheirei lança-perfume no carnaval.Não suporto cheiro de maconha, mas tenho amigos que fumam, sempre longe de mim. Não vou gostar menos deles por causa disso. Sou tímido, a maioria dos relacionamentos que tive quem deu o primeiro passo foi a mulher, não eu. Detesto levar fora. Detesto ter que dar o fora quando a outra pessoa não merece. Adoro mulher de cabelo comprido. Vivo dizendo que não gosto de análises superficiais, mas já deixei de querer conhecer muita gente por causa de uma primeira impressão que não me agradou. Vivo dizendo que a beleza interior é a que importa, mas já deixei de conhecer muita gente porque a beleza física dela não me agradou. Às vezes minto pra não precisar magoar uma pessoa, e não sei se isso é certo ou errado.Fiquei trancado no quarto uma semana ouvindo "Everybody Hurts" depois de um pé na bunda. Uma ex tentou se matar depois que terminei com ela. Já fui noivo e mudei a data do noivado porque caiu no mesmo dia duma final de campeonato do meu time de futebol. Que perdeu. Terminei o noivado seis meses depois. Já fui casado, com outra, sem noivado e sem amor também. Terminei o casamento. Dei muito pé na bunda em gente que não merecia; tomei alguns, mereci a maioria. Tenho manias. Tomar banho de chuva de vez em quando, tomar o frozen yogurt do America sempre que vou a São Paulo, nunca dormir antes das 2 da manhã. Gosto de vinho tinto, do número 13, do mês de outubro e de pessoas inteligentes. Tenho qualidades também, e não me julgo arrogante por ter consciência delas. Adoro ler e escrever, se pudesse vivia disso. Não posso. Tenho muitos amigos e valorizo muito a importância deles. Prefiro escutar a falar, mas às vezes me pego numa conversa animada quando a outra pessoa é interessante. Não conheci muitas pessoas realmente interessantes nessa vida. Nunca traí, mas já terminei namoro pra não precisar trair, e me arrependi depois. Nunca fui traído, se fui fizeram tão bem feito que nunca descobri, nem desconfiei. Nunca tive flashback, nunca fiquei com ex, mas já tive vontade. Depois passou. Namorei uma pessoa pra esquecer outra, esqueci de combinar com o coração. Jurei nunca mais fazer isso. Namoraram comigo pra se esquecerem de outras pessoas, jurei nunca mais deixar alguém fazer isso comigo. Escrevi cartas de amor maravilhosas, me arrependi de ter mandado algumas. Recebi cartas de amor maravilhosas, me arrependi de não ter guardado a maioria. Fiz loucuras por amor,não me arrependo de nenhuma. Fizeram loucuras comigo por amor,não soube valorizar a maioria.Mas algumas me comoveram. Daquela frase famosa já tive o filho (na verdade filha), escrevi o livro e plantei a árvore. Posso, então, dizer que vivi. A frase da minha vida tenho tatuada no braço esquerdo. Carpe diem. Planos pro futuro? Só quero continuar, dentro das minhas limitações, sendo feliz, muito feliz, estupendamente feliz. E preciso de alguém do meu lado pra que o estupendo aconteça. postado por: Ed 3:43 AM Comente: Sábado, Outubro 11, 2003 (ao som de "Não vale a pena", por Maria Rita) Ontem caíram dois dos preconceitos que tinha: cinema nacional e a desconfiança em relação à Maria Rita. Confesso que andava de nariz torcido à filha da Elis, via nela uma tentativa de ocupar o lugar que a mãe deixou. Tudo se dissipou durante a entrevista que ela deu ao Jô, e quando ela interpretou "Não vale a pena" no final eu percebi claramente que ela tem, mesmo, um grande potencial pra desenvolver e nos surpreender, como ontem. Mas que chega a arrepiar a semelhança do tom de voz com à da mãe, isso é evidente... Assisti também "Amores Possíveis" ontem na Globo e gostei do filme, o que me inspirou a escrever o texto abaixo sobre Almas Gêmeas, tema do filme.
Almas Gêmeas O que nos leva à sensação de termos encontrado nossa Alma Gêmea? O coração palpita e a mão transpira em diversos relacionamentos. A afinidade também acontece em tantos outros. Coincidências idem, mas nada disso em particular tem a garantia de ser o sinal. A linha que separa grandes paixões de Almas gêmeas é tênue, e muitas vezes se entrelaça. Já tive diversos relacionamentos estáveis, outros nem tanto, mas a sensação de ter encontrado a Alma Gêmea aconteceu apenas uma vez até agora. Hoje, alguns anos depois, ainda não sei o que me fez chegar à conclusão de que ela era minha Outra Parte, à época: a empolgação com as qualidades, a cumplicidade, a inteligência, a beleza interior e exterior, uma mistura de tudo isso... não tenho como afirmar. Eu tive um palpite, e só. O relacionamento acabou não dando certo por uma série de motivos que não vêm ao caso, mas aquilo mexeu comigo no sentido de querer sempre um "algo mais" nos relacionamentos que se sucederam, uma nova intuição que, infelizmente, ainda não veio. Não vi o ponto acima do ombro que Paulo Coelho menciona em Brida, nem a marca da separação do umbigo que Platão escrevia. Eu vislumbrei um mundo novo que se abria, desconhecido e temerário, e creio que foi isso que me cativou. Tive relações estáveis e maravilhosas depois daquela, mas confesso que nenhuma me trouxe o encantamento, a exasperação, a inquietude, a vontade de resolver todos os problemas,de abraçar o mundo, que vislumbrei antes. Engraçado como sabemos, no início de cada relacionamento, onde aquilo pode nos levar. Há alguns fadados ao insucesso que, seja por uma carência momentânea, medo da solidão ou desafio pessoal, encaramos até o instante do amor-próprio ou da razão dizerem "chega!". E voltamos ao velho círculo vicioso dos amores possíveis. A idéia de uma só alma gêmea também nunca me fascinou. O fatalismo assusta. E se não formos correspondidos, a pessoa morrer, algo acontecer que nos afaste dela? Estaremos fadados à solidão, ao amor unilateral? Evidente que não. Não há muitas tampas que se encaixem à nossa panela dando sopa por ai, mas com sorte encontramos duas ou três com uma simetria perfeita à nossa ao longo do caminho. Ô criaturinha egoísta e ambiciosa o ser-humano... ao invés de sossegar com um amor possível, quer sempre mais, que o além, que o difícil, o inalcançável, o limite, o imprevisível. O pacote completo. O que importa, além do banco Real dar dez dias sem juros no cheque especial, é a esperança. Por havermos encontrado uma, ou nem tanto, por termos, por breves momentos, a sensação do preenchimento total da nossa Alma, sabemos que outros momentos assim poderão vir. Podemos estar velhinhos, à porta da demência, no fim do outono da nossa existência, mas se "aquele" amor chegar, se nos preenchermos com toda a expectativa que ele traz, terá valido o preço, a pena, o custo. Nós, enfim, teremos um motivo pra tudo. Mesmo que, com a decepção de ver os sonhos frustrados, como eu, depois tenhamos que ficar ouvindo a Maria Rita cantar "é uma pena, mas você não vale a pena..." até cansar.
Não Vale a Pena (Jean Garfunkel e Paulo Garfunkel) Ficou difícil Tudo aquilo, nada disso Sobrou meu velho vício de sonhar Pular de precipício em precipício Ossos do ofício Pagar pra ver o invisível E depois enxergar Que é uma pena... Mas você não vale a pena Não vale uma fisgada dessa dor Não cabe como rima de um poema De tão pequena Mas vai e vem e envenena e me condena ao rancor De repente cai o nível E eu me sinto um imbecil Repetindo, repetindo repetindo como num disco riscado O velho texto batido Dos amantes mal-amados Dos amores mal-vividos E o terror de ser deixado Cutucando, relembrando, reabrindo A mesma velha ferida E é pra não ter recaída que não me deixo esquecer Que é uma pena.... Mas você não vale a pena. postado por: Ed 7:06 AM Comente: Domingo, Outubro 05, 2003
(Ao som de "Smoke and ashes", by Tracy Chapman e "Mesmo sozinho", por Nando Reis) Escrevi o texto que posto abaixo depois de uma semana cheia de lembranças do início da adolescência. As duas letras de música relaciomam-se com meu texto da seguinte maneira: Ao final de relacionamentos importantes em nossa vida, sempre fica a "fumaça e cinzas" da música da Tracy (que é muito bonita e até hoje não entendo não ter feito sucesso por aqui à época). O que fazer com essas cinzas e com a fumaça, entretanto, é problema nosso, nem sempre depositamos em locais seguros do coração, e às vezes elas escapam e voltam a nos incomodar. Já a letra da música do Nando Reis (minha preferida do álbum novo) define muito bem a situação que passo no momento, de paz interior. Cada vez mais descubro as vantagens de se ficar sozinho em certos momentos da vida, ajuda na reciclagem das prioridades. . O problema é não acostumar com a idéia e achar que isso deve ser rotina, mas acho que não corro o risco. Queria desejar um ótimo início de outubro a todos. Esse costuma ser o mês mais importante do ano pra mim, não sei ao certo porque, mas os fatos que mais me marcaram até hoje na vida aconteceram nesse mês.
Reencontros Uma das situações mais interessantes que podem nos acontecer é darmos de cara, quando menos esperamos, com alguma pessoa que fez parte da nossa vida por tempo suficiente pra ser considerada "ex". Reencontrar ex é sempre complicado, esquisito. Quando você tem um final de relacionamento tranqüilo, sem traumas de nenhum lado, é como se encontrasse um parente querido distante, você fica realmente satisfeito e contente pela coincidência. Quando o relacionamento acabou de forma mais atribulada, com um quê de mal-resolvido, não há como definir o misto de sensações que nos acometem no momento e, principalmente, depois. Aconteceu comigo essa semana, na quarta-feira: voltando da academia, à noite, resolvo dar uma passada no vídeo e pimba, o susto. Quinze anos depois, mas eu reconheceria aqueles olhinhos verdes e aquelas pernas compridas nem que tivessem se passado oitenta. No meu caso o encontro foi mais especial ainda porque ela tinha sido a primeira em muitas coisas pra mim, representava uma época que andava adormecida à minha lembrança. Oportunidades como essa costumam aflorar o pior que há em nós: o cinismo e a inveja. Quando a pessoa dá sinais de que não conduziu sua vida da maneira como nós definiríamos "vitoriosa", quando notamos, inclusive no corpo dela, a passividade e falta de cuidado, a pontinha de alívio aparece, mesmo que não demonstremos. O tradicional "Olha do que eu escapei". Não era esse o caso. Logo ao entrar nossos olhares se cruzaram de maneira rápida, mas sem dar ao outro a sensação de não ter sido reconhecido. Notei que estava acompanhada de três crianças. Em momentos assim, o primeiro sentimento que vem à tona é a cumplicidade que um costumava ter com o outro. Os pequenos gestos de ambos disseram mais que as palavras que se seguiram depois. Não conversamos mais do que cinco minutos, ambos no resumo do que tínhamos feito de interessante desde a adolescência, e depois fez-se o inevitável e constrangedor silêncio. Aquele silêncio curto, mas cheio de interpretações. E nos despedimos. O tempo fez muito bem à fisionomia dela, algo raro de se encontrar em ex. A menina de dezesseis anos cheia de projetos tinha se transformado numa linda mãe com sonhos trocados por preocupações mais tangíveis, como contas a pagar e a educação dos filhos. Ao final, quando entrei no carro, após a despedida, fiquei tentando encontrar os motivos daquilo tudo. O "porquê". O destino ajudou quando liguei o som e, por coincidência, começou a tocar uma música daquela época. Voltei a ser o cara de dezesseis anos, arrependido, com uma carta de despedida da ex-namorada nas mãos (que guardo até hoje) algumas horas após eu ter terminado um namoro porque achava que tudo estava acontecendo rápido demais. O posterior "brainstorm" foi inevitável: a clara certeza de que pessoas maravilhosas aparecem em momentos errados em nossa vida, a constatação de que essas pessoas podem construir uma vida própria totalmente alheia à nossa e serem muito felizes; a inveja (sim, porque não admitir?) de não fazermos parte dessa felicidade; a surpresa de percebermos que somos bem mais substituíveis do que pensávamos. A pior de todas as sensações, entretanto, é aquela de "Como é que deixamos uma pessoa dessas ir embora..." e o "O que aconteceria se..." A chuva forte que começava a cair e a buzina do carro de trás me trouxeram de volta ao mundo onde não existem condicionais. Ainda bem que encontros como esse não acontecem com freqüência. E que ex-namoradas não costumam saber de nossas aventuras literárias.
Smoke And Ashes- Tracy Chapman I'd heard rumors and I'd heard talk About the trail you'd left of broken hearts About the sea of tears too wide to cross But a little bad press has never scared me off So I burned a path to figure out How to get me some of what you got I've got a red hot heart If the talk is true your's is the same And we should be together And let our passions fan love's flame When I looked for you I almost passed you by You were so cool and calm I thought my friends had lied But I thought so much reserve must make you wild inside It was there and then that I knew I had to get some of what you got I've got a red hot heart If the talk is true your's is the same And we should be together And let our passions fan love's flame I thought I'd won your heart when I held you hand in mine I thought it was true love the way we complemented each other But my right is your wrong And when you're right then I'm left with nothing Your light and your heat have all been spent Leaving only smoke and ashes Only smoke and ashes baby I've got a red hot heart And your heart's as blue as the blood in your veins I say there's fire down below You say it's only smoke and ashes baby I'm crying all the time Salty stinging tears And mourning for the past carbon-dated years But knowing now for certain that you were always right Because if a breeze could blow you out of my life It's only smoke and ashes baby Only smoke and ashes baby I've got a red hot heart And your heart's as blue as the blood in your veins I say there's fire down below You say it's only smoke and ashes baby I was blinded by devotion My unwavering love for you So blinded that I thought all your lies were true But now I know for certain since you've gone away It was just a smoldering fire I mistook for a blaze Only smoke and ashes baby I've got a red hot heart And your heart's as blue as the blood in your veins I say there's fire down below You say it's only smoke and ashes baby Only smoke and ashes baby, baby ... Fumaça e CInzas Tenho ouvido rumores e conversas Sobre o rastro de corações despedaçados que você deixou Sobre o oceano de lágrimas grande demais pra atravessar Mas um pouco de propaganda ruim nunca me amedrontou Então entrei com tudo no caminho pra descobrir Como conseguir um pouco do que você tem Eu tenho um coração vermelho e quente Se os rumores são verdadeiros o seu também é assim E deveríamos estar juntos E deixar nossas paixões ventilarem o fogo do amor. Quando prestei atenção em você quase te deixei passar Você era uma pessoa tão legal e calma Achei que meus amigos tivessem mentido Mas pensei: "tanta timidez deve te fazer selvagem por dentro" Era verdade e foi aí que eu soube Eu tinha que conseguir um pouco do que você tinha. Eu tenho um coração vermelho e quente Se os rumores são verdadeiros o seu também é assim E deveríamos estar juntos E deixar nossas paixões ventilarem o fogo do amor. Achei que tivesse ganho seu coração quando segurei sua mão junto à minha Achei que fosse amor verdadeiro a maneira como nos completávamos Mas o meu certo é o seu errado E quando você está certa eu fico sem nada Todo seu fogo e sua chama já foram gastos Deixando somente fumaça e cinzas Só fumaça e cinzas baby Eu tenho um coração vermelho e quente E seu coração é tão azul (triste) como o sangue em suas veias Eu digo que há fogo lá embaixo Você diz que é só fumaça e cinzas Estou chorando o tempo todo Lágrimas salgadas que doem E lamentando pelos anos passados de papel-carbono Mas sabendo agora com certeza que você estava sempre certa Porque se uma brisa poderia te carregar pra fora da minha vida É só fumaça e cinzas baby Só fumaça e cinzas baby Eu tenho um coração vermelho e quente E seu coração é tão azul (triste) como o sangue em suas veias Eu digo que há fogo lá embaixo Você diz que é só fumaça e cinzas Eu estava cego pela devoção Meu inabalável amor por você Tão cego que pensei que todas as suas mentiras fossem verdadeiras Mas agora sei com certeza, desde que você partiu Foi só uma pequena chama ardente que confundi com uma fogueira Só fumaça e cinzas baby Eu tenho um coração vermelho e quente E seu coração é tão azul (triste) como o sangue em suas veias Eu digo que há fogo lá embaixo Você diz que é só fumaça e cinzas baby Só fumaça e cinzas baby. baby, baby...
Mesmo Sozinho Nando Reis Oh baby, Porque você foi pra tão longe? Não precisava tanto, bastava só não telefonar. Oh baby, O que aconteceu? O ar não foi suficiente? Você não viu Você sumiu, mudou de lugar. Mas estou vivendo normalmente Não vou ficar pensando se tivesse sido o contrário Estou feliz Mesmo sozinho Esse silêncio é paz Nesse momento cai uma forte chuva E quem vai ficar chorando? Oh baby Sabe do que eu sinto saudades? Do seu sorriso de manhã e do quarto tào desarrumado Oh baby Saiba que eu gosto muito de você Espero que esteja feliz bem acompanhada No mais estou vivendo simplesmente Não vou ficar pensando se tivesse sido o contrário Estou feliz Mesmo sozinho Esse silêncio é paz Nesse momento cai uma forte chuva E quem vai ficar chorando? postado por: Ed 2:07 AM Comente:
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